Luanda – O Executivo angolano, por intermédio do Ministério da Energia e Águas, tem em fase de implementação um projecto de grande envergadura, em curso no Leste do país, que pretende, na sua fase final de execução, levar electricidade a cerca de 1 milhão de habitantes.

 De acordo com um comunicado do Ministério da Energia e Águas, citado pelo JA Online, o projecto de electrificação rural em causa está inserido na estratégia de Angola de transição energética, com uso de parques solares, fazendo uso do sol, recurso abundante no país, sendo que a radiação global, em média anual, é compreendida entre 1.370 e 2.100 Kwh/m2.

Em termos numéricos, o projecto está a electrificar 60 localidades nas províncias do Bié, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Malanje, Moxico e Moxico Leste, levando energia a mais de 200 mil habitações e servindo mais de 1 milhão de pessoas na região.

O mesmo vai gerar, globalmente, uma potência de 256 MWp e 595 MWh em armazenamento de baterias, erguendo linhas de alta, média e baixa tensão, além dos painéis solares, subestações eléctricas, ligações domiciliárias, iluminação pública, bem como outras soluções.

Em termos de localidades abrangidas, em Malanje, são Caculama, Mucari, Quela, Catala, Caombo, Muquixi, Quiwaba Nzogi, Xandel, Gunza Muanha, Caxing, Mufuma, Luquembu, Cambundi Catembo, Quirima, Marimba, Massango, Sautar, Dumba Cabango, Cunda Dia Baze, Quibango e Micanda.

No Bié, Andulo, Nharea, Cunhinga, Chitembo e Cuemba. No Moxico Leste, Cazombo, Luau, Cameia e Luacano. No Moxico, Lumbala Nguimbo, Lucusse, Cangumbe e Léua.

Na Lunda-Norte, Cafunfo, Cambulo, Cuango, Xá Muteba, Luremo, Caungula, Capenda Camulemba, Lubalo, Cuilo, Camissombo, Lóvua, Camaxilo, Xinge, Canzar e Capala.

Na Lunda-Sul estão abrangidas Cacolo, Muconda, Chiluange, Cassai Sul, Murieje, Cazaje, Alto Chipaca, Mona Quimbundo e Dala.

Em termos de execução física, os empreendimentos estão a avançar a um bom ritmo, sendo que entrarão, na sua maioria, em pleno funcionamento até ao final de 2026, ano em que arrancam as restantes empreitadas, revela o comunicado do Ministério da Energia e Águas.

A empreitada do Luau está a 64 por cento de execução física, Cafunfo a 58 por cento, Cuango a 67 por cento, Cazombo 83 por cento, linha de 30 Kv do Cuito a 38 por cento, subestação eléctrica de Malanje a 47 por cento, citando apenas alguns exemplos.

“Este projecto tem um valor social e económico de grande impacto junto das populações, garantindo acesso à electricidade através de fontes fiáveis, sustentáveis e modernas, promovendo o crescimento económico inclusivo e sustentável, com emprego e trabalho digno para os angolanos”, sublinha a nota, acrescentando que o mesmo também reduz desigualdades no interior, tornando as cidades e suas comunidades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis.