Luanda – O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) conta com uma carteira de crédito avaliada em quatro mil e 100 milhões de dólares, para financiar projectos de impacto económico e social no mercado nacional, segundo notícia do JA Online.
Desde a sua criação, há 19 anos, o BDA já aplicou duas mil e 892 operações de financiamento para impulsionar a produção nacional, modernizar empresas e promover o crescimento económico sustentável.
Esses dados foram apresentados, há dias, em Luanda, pelo administrador Executivo do BDA, Bonifácio Sessa, que avançou que a instituição que dirige não busca o lucro financeiro, mas contribui para acelerar o crescimento e o desenvolvimento equilibrado das empresas, gerar emprego e modernizar as estruturas de produção.
O BDA prioriza o financiamento de iniciativa privada sem descurar os projectos de interesse público que garantem o empoderamento dos produtores e a modernização das unidades produtivas, sobretudo nos sectores da Agricultura, Agro-pecuária, Pescas, Indústria, Comércio, Serviços e Infra-Estruturas.
Os programas de financiamento do BDA são elaborados com base em estudos de diagnóstico das cadeias de valor, o que permite identificar os chamados “elos críticos” de cada subsector.
Sector das Pescas
No sector das Pescas, o BDA já financiou 166 projectos, que correspondem a 61 mil milhões de kwanzas em crédito aprovado, dos quais 40 mil milhões foram desembolsados. Estes investimentos abrangem áreas como a Pesca Marítima, Pesca Continental, Salicultura e Piscicultura, com destaque para 51 cooperativas apoiadas directamente com recursos do Tesouro.
Os produtos financeiros do banco incluem as linhas de crédito específicas para aquisição de máquinas, embarcações, motores, redes, equipamentos de energia e refrigeração, bem como para infra-estruturas de apoio à produção, como pontões, estaleiros navais e sistemas de abastecimento de água e energia.
O BDA trabalha actualmente com duas principais linhas de financiamento, o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), que representa cerca de 80 por cento das operações do banco e a linha do Development Bank, de origem externa.
A diferença entre ambas está na garantia soberana exigida e nas condições de juro e cobertura de risco. De referir que, entre 2013 e 2014, o Banco de Desenvolvimento de Angola foi afectado por um processo de redenominação dos créditos do dólar para o kwanza, o que levou à desvalorização contabilística da carteira.